
Como tenho andado muito sério, nada como um bom conto pra animar.
A História do Élder Indiana Jones, mais conhecido como Élderana Jones.
CAPITÚLO I - A Final da Libertadores O ano era 1999, julho. Estava fazendo faculdade (sou formado em Engenharia Elétrica), e morava em república. É impressionante como as pessoas que nunca moraram em república, por falta de conhecimento, fazem uma idéia errônea de como estudantes se reúnem para morar juntos, com dois objetivos em comum: Se formar e dividir despesas.
A minha república sempre foi um exemplo de organização. Cada um tinha suas tarefas delimitadas (um pagava as contas, o outro fazia supermercado, e assim por diante). Mas é claaaro que também tem muita festa e bagunça.
Eu fazia um laboratório de uma matéria que, além de difícil, também tomava muito tempo, pois tínhamos que realizar um pré-laboratório em casa, no dia anterior; um projeto, para chegar no laboratório e executar.
Era terça feira a noite. fiquei fazendo os cálculos necessários até as 3 hs da manhã, mais ou menos. Acordei as 6:30 na quarta e fui para o laboratório, que terminou 12:30. Peguei carona com um amigo meu, para chegar antes das 13:00 na rodoviária e me dirigi a capital pois havia a final da liberdatores (Palmeiras x Deportivo Cali). Cheguei em casa em e todo mundo estava me esperando, para que pudéssemos ir ao Parque Antártica assistir aquele jogo, que claro, foi inesquecível para mim e muitos palmeirenses ( o Palmeiras venceu o Deportivo Calli por 2 x 1 de virada no tempo normal, e conquistou o título da Libertadores, até então inédito).
Comemorações e tal, cheguei em casa às 3:00 da manhã para dormir, e, conforme o post "a insônia e a preguiça", já sabem o que aconteceu, né? Dormi muito mal, fui pra Guaratinguetá pra estudar pois tinha uma prova as 19:30. Cheguei na república às 21:30 com uma promessa para cumprir, a de pagar um "almoço*" para o pessoal da república.
Pago o "almoço" fomos para uma baladinha no Diretório Acadêmico da Faculdade. Não é preciso dizer que após três dias sem dormir, e com a barriga cheia de "almoço", me encostei num banco e apaguei... . Ao final, me acordaram e então fui pra casa dormir. Ao acordar,escutei risadas na cozinha... no entanto, notei que eles não estavam falando de mim, e sim do famoso
Élder.
O Élder é um desses caras que logo de primeira você simpatiza. Alegre, carismático, muito engraçado e um bom bebedor de cerveja. Ele estudava na Faculdade Federal de Itajubá e foi passar o fim-de-semana conosco, porque era amigo de um colega de república,o
Fê.
Todos eles estavam na sala, rindo muito e claro, eu pensando que era da minha dormida na balada. Como vi que não era de mim que eles estavam falando, notei que o Élder estava com a perna enorme de inchada e todos lhe chamando de Indiana Jones.
Não entendiam o porquê o cara, que tinha voltado com todo mundo, de manhã estava dormindo fora da casa, não tinha chaves mas a porta estava trancada. Sem contat que ele entrou e foi dormir no momento que o Fê estava saindo pra aula e, 5 minutos depois, a polícia perguntando pro próprio Fê se um
LADRÃO havia entrado em casa.
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CAPITULO II - A EXPLICAÇÃO
Comecemos explicando como era a nossa casa naquele local:
Víviamos em um sobrado no primeiro andar de uma casa, enquanto uma família morava no térreo. A casa ao lado era habitada pelo delegado da cidade que, acreditem, sempre nos liberava pra fazer festas (se bem que, claro, naquela época evitávamos). Nossas casas só se encontravam num ponto, na varanda de lavar roupas. Voltemos agora a a epopéia de nosso herói:
Somando os a's e b's, colocando os pingos nos i's e fazendo um back up dos arquivos temporários na cabeça do Élder, montamos um quebra-cabeça como jamais fora montado desde o filme Amnésia.
Ao sair da balada e chegar em casa, todos fomos dormir. O Élder, fumante inveterado, resolver fumar, e o local aberto da casa era a varanda. Acontece que ele escutou umas meninas passando na rua e resolveu gritar. Como elas não escutavam, nosso querido amigo começou a desesperar, quando de repente, teve uma grande idéia: Devia chamar a atenção das gatas, de alguma forma, para que elas parassem e escutassem ele.
Nosso antagonista simplesmente teve a brilhante idéia de "imitar" o Indiana Jones para que as meninas o vissem. Sendo assim se pendurou numa haste que servia de suporte para o telhado da varanda, e gritando " uhú, uhú!!! aki ó.....POFT".
O Élder caiu da altura de uns 3 metros, direto na casa do delegado, que por sua vez tinha um cachorro da raça boxer. O mesmo imediatamente visualizou o que imaginava ser um ladrão, e....
Lambeu...
O Élder:
- Sai Totó, sai Totó!!
- SLEPT, SLEPT!!
Quando conseguiu se desvencilhar da fera, o Élder, apesar das avarias sofridas, conseguiu pular o muro e tentou sair pelo portão de baixo da nossa casa (terréo, sobrado de outra família, lembram?), e o mesmo estava trancado...
O Élder pulou de volta para a casa do delegado com cachorro e tudo (que coragem!!!), e conseguiu sair pela porta da frente da casa...
Enquanto o Élder se balançava feito um louco, aquelas meninas que passavam pararam para ver (e rir, claro!), quando viram o Élder cair, levantar, pular o muro, pular o muro de novo e sair da casa.
Uma delas, virou-se para o Élder e disse:
- Nossa, você está bem?
- Sim, estou. Respondeu.
- Mas seu pé está machucado!!!
- Terá valido a pena se você me der seu telefone, ...
E assim foi...
Após conversar bastante com as meninas, o Élder se despediu e, para entrar em casa, subiu pela escada e ficou aguardando alguém que fosse sair pra ir à aula. Esse alguém foi o Fê, que, como vimos anteriormente, ficou sem entender nada, principalmente na hora em que saiu na rua e tinha viatura de polícia, e uma senhora dizendo que tinha visto um ladrão pulando de telhado em telhado...
Pois é...se você que está aí do outro lado, além de não acreditar na história, cansou de ler, imagina eu então, na hora de digitar...pq a história ainda não acabou...
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CAPÍTULO 3: EPÍLOGO
O Élder foi embora para Itajubá, e nos disse, uma semana depois, que seu vôo tinha resultado em um tornozelo torcido e portanto fora imobilizado.
Meses depois, fomos para a casa do Fê, que era caiçara (pessoa residente em cidade litôranea, termo utilizado no estado de SP). Estávamos na Praia Vermelha, em Ubatuba, quando encontramos o Élder novamente, por acaso...
É claro que o grito de todos em únissono foi: - INDIANA JONES!!!!!!
E ele respondeu baixinho, que ninguém podia contar essa história pros amigos dele e tal...
Todos ficaram quietos, pois existe um código de honra entre os homens (o quê?? vc mulher, não sabia...ah, tá...não é nada não..), nos divertimos muito com o pessoal, batemos uma bola, pegamos umas ondas e nos despedimos.
Quase 6 meses se passaram quando o Fê reencontrou o Élder nas férias em São José do Rio Preto (era de lá que eles se conheciam e se tornaram grandes amigos, espero que ainda hj), e pediu uma explicação a respeito do porque ele mentira na presença de seus amigos de Itajubá.
O Élder, para justificar para os amigos o tornozelo do tamanho de uma melancia e sei lá Deus por que também, inventou a seguinte história:
- Disse que estava na festa, e comecei a ficar com uma menina. Mas a menina tinha namorado, e quando ele viu, ficou uma fera!!!! Chamou uns amigos e veio me bater. Quando eu vi os caras, saí correndo, quando parei num pontilhão (n.a.: pontilhão é uma ponte que passa sobre uma avenida...em sp é chamado de viaduto também). Como ví que não tinha escapatória, resolvi pular, e eles, ao verem, falaram: " Esse cara é louco, meu!!". Acho que pensaram que eu tinha me suicidado. Daí eu falei pra eles que voltei pra festa, chamei vocês e a gente deu um pau nos caras, que saíram correndo...
THE END
Pois é...essa história é longa, e sei que para muitos parecerá mentirosa e idiota (primeiro post, hem galera...rs). O Fato é que eu nunca mais ví o Élder, mas sempre me lembrarei dessa história, e assim sendo, achei legal dividir com vocês que me lêem, ou, para quando alguem me pedir pra contar essa história, eu puder dizer: - Tá lá no meu blog!!!
Adendos: Essa história é REALMENTE real...se não fosse real, não teria graça nenhuma...acredito ter mais criatividade que isso para fazer uma narrativa. A única coisa inventada foram os nomes, pois é óbvio que Fê e Elder não são os reais nomes desse amigos.
*Vide Post anterior, se n entender, comenta